Desenhos a giz
Vejam lá para o que lhe deu! No primeiro dia de aulas, antes de a professora chegar, o Joca foi para o quadro fazer desenhos. Pegou no giz, suspirou fundo e pôs-se a desenhar o que lhe vinha à ideia. E o que lhe vinha à ideia? Ora! A praia, o mar, os toldos, a piscina, a esplanada, os pinheiros, a bola a saltar, aquele piquenique na serra, enfim, o tempo bom das férias, tudo o que lhe lembrava as férias, que tinham acabado tão depressa.
O Joca suspirou de novo. Estava na aula, diante do quadro, diante do seu desenho das férias. Felizmente que a professora tardava a chegar... Mas, a olhar para o seu desenho com tanta coisa dentro, mesmo assim parecia que faltava nem ele bem sabia o quê. Que seria, que não seria?
Quando não se sabe, o melhor é indagar. Ir ver de perto. Foi o que o Joca fez. Saltou para dentro do quadro. Cá temos o Joca no meio do seu desenho. Passou pela praia, molhou os pés nas ondas baixinhas, andou por aqui e por ali e, já cansado de estar sozinho, subiu até uma casa ao fundo, uma casa muito bonita, por sinal. Foi subindo pelo quadro adiante... Passou pela piscina vazia. Passou pela esplanada sem ninguém. Passou pela clareira do piquenique desabrigada... Passou por todas as recordações das férias, que o ventinho do Outono começava a varrer. Até podemos confessar que o Joca sentiu um poucochinho de frio, e assim uma vontade de se abrigar, de se acolher a uma casa, onde o frio não chegasse. Ah! Mas aproximava-se da tal casa. Aquela casa... Aquela casa lembrava-lhe outra casa. Qual seria?
Vejam afinal como são as coisas. A casa era uma escola e, na escola, havia um lugar à espera do Joca. Tocava a campainha para o começo das aulas. Que ninguém se admire. Estamos no tempo delas. E o Joca não se admirou. Afinal as férias vão dar à escola. Está certo.
História do Dia, António Torrado































É natural que o templo tenha muitas mais características, mas conseguem adivinhar por que só conto estas características? Não me digam que não conseguem! É porque é exactamente com estas estátuas que o milagre acontece! Todos os anos, no dia 21 de Fevereiro e no dia 21 de Outubro, o Sol ilumina três estátuas do santuário durante 20 minutos. A quarta estátua fica na sombra: é a estátua de Ptah, deus das Trevas. Não se sabe se este fenómeno foi propositado pelos arquitectos ou se foi, apenas, um acaso.







