SÍSIFO
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga
07 setembro 2011
06 julho 2011
29 junho 2011
27 junho 2011


Estádio flutuante reutilizável
Pode ser montado e desmontado para grandes eventos desportivos, nomeadamente junto a cidades costeiras.
É uma proposta arrojada e futurista dos arquitectos alemães da Stadiumconcept . Para já, estão a pensar no mundial de futebol de 2022, mas se houver manifestações de interesse imediatas, o processo pode ser acelarado.
A ideia de base deste estádio é que, em vez de ser construído num local para ali ficar por décadas, é uma mega-estrutura flutuante, que pode ser transportada de país para país, de acordo com a calendarização dos eventos desportivos.
É montada para estar a funcionar durante a competição e o país organizador paga uma renda por isso; findo o evento, é desmontado e levado por navio para outro local onde possa vir a ser preciso.
Pode levar até 65 mil pessoas e oferece todas as condições de conforto e segurança.
Joana
Anedotas de futebol
Sabes qual é o cúmulo da PALERMICE? ... Um adepto a afogar-se ao fazer a “onda” num estádio de futebol.
Na selva, quando a equipa de futebol dos Macacos acha que vai chover, joga o prolongamento primeiro!
Era um jogador tão vaidoso, tão vaidoso, sempre que via relâmpagos, saía à rua, porque pensava que lhe queriam tirar uma fotografia.
- Qual é o guarda-redes que salta mais alto do que uma baliza?
- Todos, uma baliza não consegue saltar!
Sabes qual é o cúmulo da PALERMICE? ... Um adepto a afogar-se ao fazer a “onda” num estádio de futebol.
Na selva, quando a equipa de futebol dos Macacos acha que vai chover, joga o prolongamento primeiro!
Era um jogador tão vaidoso, tão vaidoso, sempre que via relâmpagos, saía à rua, porque pensava que lhe queriam tirar uma fotografia.
- Qual é o guarda-redes que salta mais alto do que uma baliza?
- Todos, uma baliza não consegue saltar!
10 junho 2011

Já está nas bancas o Guia Expresso + Novos. Trata-se de uma iniciativa inédita concretizada num livro onde se encontram centenas de propostas para atividades com as crianças.
Dividido entre atividades ao ar livre e indoor, o Guia Expresso + Novos apresenta listagens detalhadas e comentadas de museus, teatros, parques, jardins onde o leitor pode acrescentar qualidade ao tempo passado com os seus filhos. As sugestões percorrem Portugal de uma ponta a outra, incluindo Açores e Madeira.
O Guia Expresso + Novos custa €7,5 e ainda dá acesso a descontos que, no total, ultrapassam os €500.
Luísa
08 junho 2011
Adivinhas
A Bruna quer saber se conseguem pensar bem e adivinhar estas!
Sempre quietas,
Sempre agitadas,
Dormindo de dia,
De noite acordadas.
Terra branca,
Semente preta;
Cinco bois
A puxar uma carreta.
O que é
o que é
dorme em pé
e anda deitado?
De que lado fica a asa da chávena?
O que é que se vê uma vez em minuto,
duas em momento
e nunca em século?
O pescador à pesca diz: mar
O carneiro no monte diz: mé
O caçador à caça diz: lá
E o pobre a pedir: dá?
Ave sou e não voo,
Tenho lã mas não sou carneiro;
Nestas duas palavras
Disse o meu nome inteiro.
A Bruna quer saber se conseguem pensar bem e adivinhar estas!
Sempre quietas,
Sempre agitadas,
Dormindo de dia,
De noite acordadas.
Terra branca,
Semente preta;
Cinco bois
A puxar uma carreta.
O que é
o que é
dorme em pé
e anda deitado?
De que lado fica a asa da chávena?
O que é que se vê uma vez em minuto,
duas em momento
e nunca em século?
O pescador à pesca diz: mar
O carneiro no monte diz: mé
O caçador à caça diz: lá
E o pobre a pedir: dá?
Ave sou e não voo,
Tenho lã mas não sou carneiro;
Nestas duas palavras
Disse o meu nome inteiro.

O soldadinho de chumbo
Era uma vez uma casa onde viviam muitos brinquedos, entre eles um soldadinho de chumbo coxo e uma bonita bailarina de papel.
Desde o primeiro dia que se apaixonaram e, por isso, passavam o tempo a olhar-se e a sorrir, como qualquer par de namorados.
Também vivia ali um boneco de molas que gostava da bailarina e odiava o soldadinho; por isso, aproveitou quando este estava à janela e empurrou-o, atirando-o à rua.
Uns meninos encontraram o soldadinho na rua e meteram-no num barco de papel.
O soldadinho acabou por ir parar ao mar, sendo engolido por um peixe.
Um pescador vendeu o peixe ao dono do soldadinho e, desta forma tão especial, ele regressou para junto da sua amada bailarina e do arrependido boneco de molas.
Mas, infelizmente, num descuido, o soldadinho caiu na lareira. O boneco de molas saltou para o salvar, mas, por azar, fez tombar a bailarina. Assim, através do fogo, ambos se uniram para sempre.
Recolha de Bruna Santos
Era uma vez uma casa onde viviam muitos brinquedos, entre eles um soldadinho de chumbo coxo e uma bonita bailarina de papel.
Desde o primeiro dia que se apaixonaram e, por isso, passavam o tempo a olhar-se e a sorrir, como qualquer par de namorados.
Também vivia ali um boneco de molas que gostava da bailarina e odiava o soldadinho; por isso, aproveitou quando este estava à janela e empurrou-o, atirando-o à rua.
Uns meninos encontraram o soldadinho na rua e meteram-no num barco de papel.
O soldadinho acabou por ir parar ao mar, sendo engolido por um peixe.
Um pescador vendeu o peixe ao dono do soldadinho e, desta forma tão especial, ele regressou para junto da sua amada bailarina e do arrependido boneco de molas.
Mas, infelizmente, num descuido, o soldadinho caiu na lareira. O boneco de molas saltou para o salvar, mas, por azar, fez tombar a bailarina. Assim, através do fogo, ambos se uniram para sempre.
Recolha de Bruna Santos
03 junho 2011
02 junho 2011
20 maio 2011
Lenda da moura encantada do Castelo da Feira
Houve em tempos uma moura muito linda e dócil, que se apaixonou por um nobre cavaleiro português. Durante uma viagem de Coimbra para a Feira, os mouros foram atacados de surpresa pelas forças militares de Henrique de Borgonha, Conde de Portucale (pai de D. Afonso Henriques), que tentava expulsar os mouros dos seus domínios.
Nesse tempo, o castelo da Feira era controlado por um mouro, Almansor. Como se tratava de uma princesa moura prometida ao Emir da Feira, vinha uma pequena guarnição militar a acompanhá-la; por isso, não foi difícil tomá-los como reféns.
Houve, de imediato, uma atracção entre o jovem cavaleiro e a prometida princesa. Este, como era da máxima confiança do rei, ficou encarregue da guarda pessoal da princesa e suas aias. Como se tratava de uma personalidade importante para futuro negócio de troca de prisioneiros, logo o rei católico mandou um emissário ao castelo da Feira para dar a conhecer o sequestro da princesa moura. Furioso, o Emir mandou matar dez prisioneiros portugueses e ele mesmo matou o emissário. Aquela princesa estava-lhe prometida, desde tenra idade, e tinha-lhe ficado por uma fortuna. Tinha esperado o tempo até que a menina tivesse os 14 anos para poder casar.
Almansor, que já tinha 50 anos, era casado com outras três mulheres, visto que a religião muçulmana permitia casar com quatro mulheres, desde que as pudesse manter.
Com o tempo, o Emir foi arquitectando a forma de negociar a devolução da sua futura esposa. Durante um ano fizera duas incursões militares ao castelo de Gaia, onde estaria a princesa enclausurada, mas não conseguira vencer. Então, desesperado, negoceia uma avultada soma de dinheiro e todos os prisioneiros católicos que tinha.
Durante esse tempo, os amantes sentiam-se cada vez mais apaixonados. Quando o Conde deu a notícia ao seu cavaleiro de confiança que a princesa iria ser libertada, o jovem ficou desesperado e desertou, sem dar notícia. A princesa lá foi libertada, chorosa por deixar o seu amor, mas, ao mesmo tempo, furiosa por ele nem sequer ter tido a coragem de se despedir dela.
Quando a rapariga viu o seu futuro marido, ficou pálida, parecia estar a ver um fantasma, de tão feio e velho que era. Acima de tudo, estava perdida de amores pelo jovem loiro e belo, seu guarda costas, o seu amor, e tinha desejado ficar presa toda a vida. Sentia-se, por isso, infeliz, enquanto decorriam os preparativos para o casamento.
Com o passar do tempo, a jovem noiva começou a definhar e a não ter forças para se levantar da cama. O seu futuro esposo, contudo, era seu dono e queria depressa acabar com os preparativos.
Entretanto, durante uma noite de lua cheia, a princesa dirigiu-se ao postigo dos seus aposentos, a chorar; olhava na direcção do sítio onde outrora fora feliz e onde estava o castelo do inimigo. Sonhava que ele haveria de a vir libertar e imaginava o vulto do seu amado... De repente, do lado exterior do castelo, uma voz chamou-a. Reconheceu-a e, com o robe de seda, desceu a Torre de Menagem!
Muito feliz, ficou a falar até muito tarde com o seu amor, através das ameias das defesas do castelo. Combinaram a maneira de poderem fugir, no dia do casamento, pela porta da traição, enquanto os convivas confraternizavam; a aia de confiança subornaria o guarda, seu conhecido, para, mais tarde, a princesa, fingindo má disposição, fugir e ir ter com ele.
Na manhã seguinte, iniciaram-se os preparativos para o casamento; a noiva parecia, finalmente, feliz. Tudo decorria como planeado, quando o Emir, desconfiado, pediu secretamente ao seu guarda pessoal para reforçar a guarda.
Sem saber do sucedido, a princesa começou a colocar o seu plano em acção. No entanto, assim que chegou perto da porta da traição, um reforço da guarda apanhou o seu amante, tendo este sido levado ao Emir. Este de imediato o degolou, tendo a princesa assistido a tudo.
Desesperada com este acto, a princesa agarrou na cabeça do seu amado e atirou-se para o poço do Castelo da Feira, morrendo de imediato.
Nasceu a Lenda da Moura Encantada...
Diz-se que a partir daí toda a desgraça caiu sobre os mouros. Em pouco tempo, lançou-se o boato que o Castelo estava amaldiçoado. Aproveitando essa situação, Henrique de Borgonha organizou um assalto ao Castelo, tomando-o de vez.
Diziam que, sempre que havia lua cheia, a Moura Encantada aparecia de robe branco florescente, com a cabeça do seu amado debaixo do braço. Quem a olhasse nos olhos, caía fulminado.
Dizem, também, que é em noite de nevoeiro que ela aparece com mais frequência, principalmente aos enamorados, que ela protege e vigia.
Quando forem passear para as imediações do Castelo da Feira, em noite de lua cheia ou de nevoeiro, e virem uma rapariga descalça, em robe reluzente, recordem-se: nunca a fixem com o olhar se não amarem uma pessoa ou não estiverem apaixonados por alguém. Também não precisam fugir, porque ela nada de mal vos fará. Reza a lenda que aqueles que estiverem enamorados e a virem têm garantido o seu amor e muita sorte.
19 maio 2011
Lendas de Gondomar - Lenda de Vale Flores
O Lugar tinha a sua rua principal e nessa rua morava um casal ainda jovem. Amavam-se muito, mas um desgosto enorme perturbava a felicidade completa daquele lar. Por bruxedo feito por uma pretendente do marido da Mariana, que a preterira em favor da sua actual mulher, aquele passara a “correr o fado”.
Sofria de desgosto a mulher do “corredor”. Todas as terças e quintas-feiras, logo após as badaladas da meia-noite, dadas no sítio da igreja, via o seu homem sair de casa, dirigir-se ao pinheiro mais alto das redondezas, trepar ágil que nem felino por ele acima e dependurar, no cocuruto, as roupas que trazia vestidas! Invariavelmente, a seguir, dirigia-se ao local onde se realizava a feira semanal e espolinhava-se no mesmo sítio onde um cavalo tinha feito o mesmo (o “corredor de fado” transformava-se sempre no animal que se tinha espolinhado no local onde eles mesmos se espolinhavam). Transformado naquele animal, partia a toda a brida, percorria sete estrada reais, regressando a casa antes que amanhecesse, sob pena de aparecer ele mesmo humano onde passasse ao romper do dia.
Havia duas maneiras de “quebrar o encanto” mas, dado o melindre de que se revestia a ocasião, quem o tentasse fazer não podia falhar, se não poderia morrer ele mesmo ou o “corredor”.
Uma dessas formas de “curar” o “achacado” era subir ao pinheiro onde estavam as suas roupas, metê-las num forno e queimá-las totalmente. Não podia restar sequer um “cisco” das mesmas.
Outra era tentar ferir o animal que corria e em que ele se tinha transformado.
Qualquer destes possíveis “remédios” tinham já sido aplicados e... nada. O fado continuava a ser corrido pelo moço.
Então, a sua mulher recorreu à bruxa que, na terra, tinha maior fama. Contou-lhe a sua desgraça e ela disse-lhe que bem sabia como curar o seu marido do mal que o apoquentava, pois tinha sido ela que o embruxara a pedido da moça que o pretendera, quando ainda solteiro!
«O teu marido precisa de, depois de “correr o fado”, pisar flores desde a entrada da rua até casa. Flores de vários tipos e várias cores».
Naqueles longínquos tempos em que todas as terras eram pertença do Mosteiro de “São Cristóvão” de Rio Tinto, só havia um rico lavrador-fidalgo capaz de, a troco de boa maquia, lhe conseguir a quantidade e variedade de flores para “atapetar” o caminho onde morava.
Lá se dirigiu à quinta do fidalgo, levando ao pescoço, já com a finalidade de o dito fidalgo o ver, grosso cordão de ouro que sua mãe lhe tinha dado no dia do seu casamento. Era o que de maior valor possuía.
Quando o fidalgo deparou com o cordão, e sem que a mulher pudesse dizer ao que ia, logo lhe perguntou:
“Quanto vale?”
“Vale flores”, titubeou ela!
Em troca do ouro, o fidalgo mandou vários criados colher flores que, embora poucas e quase murchas, foram suficientes para “curar” o “corredor de fado”. Mas Deus não dorme, e no lugar do já curado, passou a “correr o fado” o fidalgo que, por tão grande valor de ouro, tão poucas e tão más flores vendera! Aquele ouro valia mais e melhores flores!
Eis, pois, a lenda que deu o nome ao Lugar de Vale Flores.
Ainda hoje existe, na freguesia de Rio Tinto, uma rua com o nome Val Flores.
18 maio 2011
15 maio 2011
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