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O outono já chegou;
aos arrufos do vento
as folhas num desmaio embalam-se pelo ar...
vão caindo... caindo...
vão caindo... caindo...
uma a uma, em desalento, e uma a uma,
lentamente,
vão no chão pousar...
O céu perdeu o azul
vestiu-se de cinzento
e envolveu na neblina a luz baça do luar...
na alameda onde vou,
de momento a momento,
há um gemido de folha a cair e a expirar...
O arvoredo transpira as carícias dos ninhos,
e o vento a cirandar na curva das estradas
eleva o folhareu no espaço em redemoinhos...
Há um córrego a levar as folhas secas em bando...
e à aragem que soluça entre as ramas curvadas,
parece que o arvoredo em coro está chorando!...
E um ambiente de um outono
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